No final do mês passado tivemos a oportunidade de estar presentes no 27º Congress of the European Association of Hospital Managers, que se realizou em Cascais, de 26 a 28 de Setembro, com um simpósio focado na telesáude, sob a forma de telemonitorização, intitulado:
Telehealth for chronic diseases: Integrated patient-centric solutions
Os palestrantes foram:
Teresa Magalhães | Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, Lisbon
João Agostinho | Hospital Santa Maria, Lisbon
João Pereira | Linde Healthcare, Lisbon
Frederic Lievens | International Society for Telemedicine and eHealth ISfTeH, Brussels
O simpósio foi organizado desta forma:
Welcome – Martin Braecklein (Linde Healthcare EMEA, Munich)
The context of telehealth in the Portuguese NHS: How we made it happen – Teresa Magalhães (Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, Lisbon)
Telehealth for heart failure patients: An integrated care program in Lisbon – João Agostinho (Hospital Santa Maria, Lisbon)
Telehealth in routine care: Best practice and operational experiences – João Pereira (Linde Healthcare, Lisbon)
The European perspective: The growing utilization of Remote Patient Care – Frederic Lievens (International Society for Telemedicine and eHealth ISfTeH, Brussels)
As diferentes contribuições foram importantes para contextualizar um modelo de programa de tele-saúde, explorando as diferentes visões: do gestor hospitalar, do médico, das sociedades internacionais e dos prestadores de cuidados.
No meu caso em particular, tentei demonstrar aquilo que tem sido as boas práticas que temos vindo a ter com os diferentes programas que temos a decorrer, na qual gostaria de ressalvar um slide onde identifico, na minha opinião, quais os três factores-chave para o sucesso de um programa deste tipo:

- Parcerias: os profissionais de saúde necessitam de parceiros para ajudá-los a gerir os seus doentes da forma mais eficiente possível, nos seus programas de tele-monitorização.
- Tecnologia: como é óbvio, consiste num elemento que é deveras importante, mas é apenas uma ferramenta, que está sempre em rápida evolução, de modo que não nos devemos focar demasiado nesta componente.
- Elemento humano: Para nós e para os profissionais de saúde e para os doentes, o factor mais importante. Para nós o elemento humano são as relações interpessoais e as conexões entre os indivíduos: doente-profissionais de saúde; profissionais de saúde – cuidadores; etc. Sempre com o elemento doente no centro das comunicações.
De facto, é cada vez mais importante a humanização dos cuidados, conforme já explorei neste post e que recomendo a leitura, bem como este artigo do Diário de Notícias sobre a temática.