Telemonitored patients show no drop in readmissions and ED visits – amednews.com.
Estas são daquelas notícias que não gostamos de ler. Um estudo recente (16 de Abril), publicado no Archives of Internal Medicine, por investigadores do conceituado Mayo Clinic, nos Estados Unidos da América, demonstra que, os doentes críticos (DPOC, Insuficiência cardíaca e Diabetes Mellitus) não tinham menos hospitalizações quando tinham disponível um sistema de telemonitorização, inclusivamente até tinham maior percentagem de hospitalização! Utilizaram sistemas de videoconferência e captura de alguns bio-sinais (glucose, pressão arterial e peso).
Tenho algumas críticas a este estudo, nomeadamente:
Idade média: 80,3 (Doentes de risco e idade avançada)
Critérios de análise: Com que critérios enviavam os doentes para o serviço de urgência? Provavelmente os doentes críticos não deviam ter os mesmos critérios de análise e alarmística do que os doentes estáveis.
Patologias: São diferentes patologias com diferentes necessidades de avaliação. A glucose, a pressão arterial e o peso, provavelmente são suficientes para avaliar um doente diabético, mas por exemplo o insuficiente cardíaco precisa de mais: ECG. O doente DPOC precisa mais de saturação periférica de oxigénio, de espirometria e recurso a medicação broncodilatadora. Como vemos são grupos de patologias muito heterogénos e que precisam de uma avaliação segmentada. Seria interessante avaliar os mesmos dados por patologia.
Estas três são suficientes para questionar a validade deste estudo. É incrível a ênfase que se dá a estes estudos. Pede-se mais especificidade! E não tirem conclusões precipitadas.
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Average age: 80.3 (patients at risk and older)
Analysis Criteria: What criteria they used to send patients to the emergency department? Probably the critically ill patients should not have the same standards of analysis and alarms than the stable patients.
Diseases: They are different diseases with different needs evaluation. The glucose,blood pressure and weight are likely to be sufficient to assess a patient with diabetes, but insufficient for example the heart failure patient needs more an EKG. The COPD patients need more of the oxygen saturation, the spirometry and use of bronchodilator. As they are very heterogenous group of disorders, they need a targeted assessment. It would be interesting to evaluate the same data by pathology.
These three are enough to question the validity of this study. It’s amazing the emphasis that is given to these studies. Calls to be more specific! And do not take hasty conclusions.