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Telemonitorização na DPOC

10 anos do início do programa de telemonitorização

O ano passado marcou os 10 anos desde que se iniciaram os vários pilotos de telemonitorização da doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC). Um marco histórico que foi possível atingir com uma eficiente gestão dos alertas e assim criar valor para o doente e os seus cuidadores, mas também para os profissionais de saúde no hospital, que conseguiram implementar facilmente programas de telemonitorização.

Ainda hoje existem doentes em programa, a realizar as suas medições diariamente, desafiando a história natural da DPOC, sobretudo devido a uma precoce identificação dos sinais de agudização e encaminhando o doente para o tratamento mais adequado.

Ao prolongar os períodos sem agudização é possível impactar a sobrevida do doente.

Em 2014 tive o privilégio de poder participar num programa do Porto Canal (programa Consultório) e conversar sobre os objectivos dos programas e os resultados esperados:

Telemedicina nas doenças respiratórias | Programa consultório | 3 de Novembro de 2014

Em 2024, a minha expectativa em relação a estes intervenções estruturadas era de que, nesta altura, já estivéssemos a potenciar a utilização de tecnologias de análise de dados e predição para conseguir impactar mais doentes e reduzir a carga assistencial junto dos profissionais de saúde, que sempre foi a chave do sucesso.

Sem uma análise de dados, sem uma recolha sistematizada de informação objectiva sobre a patologia e o seu impacto, não nos será possível caminhar para uma saúde baseada em valor.

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